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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sou, somos o fim do que ainda não começou.


Existem dias em que abro meus olhos e penso em dizer que o dia será fácil, mas então minha preguiça não deixa, e me obriga a dizer que será difícil, me obriga a ser pessimista e me faz colocar o "pé esquerdo no chão".
De alguns dias para cá, venho a perceber que a preguiça é o castigo do ser humano, é a preguiça que nos faz parar. Pensamos, porque não podemos ficar hora a mais para melhorar qualquer situação? Porque ser tão individualista e pensar no meu próprio sendo que dependo de todos?
Hoje eu parei para refletir nas ultimas coisas que tinha acontecido na vida, nas promessas não cumpridas, nas mentiras(que não foram poucas), nas graças sem fundamento e da falta de dedicação. Pensei comigo, ficou no meu universo, batuquei, cantei, gritei, ri, chorei, fiquei nervoso, acalmei; sempre que paro para pensar no que acontece a minha volta, o mundo desaba em nada, as paredes do meu universo se erguem, e assim começa  a ser construídos os planetas de sentimentos, só como nada é perfeito, eles se chocam, as vezes se destroem, o amor e o ódio, o riso e o choro, a felicidade e a tristeza, a calma e o nervosismo, e no fim vemos que não resta nada.
Percebemos que o quanto "trabalhar" em equipe é importante, que saber dividir o tempo-espaço é necessário, que saber tratar e respeitar independente a posição de cada um é o melhor de tudo. Ganhei força para continuar  uma longa guerra contra mim mesmo, vi que meus olhos se fechariam no fim do dia, e se Algo de força maior quisesse eu nem estaria mais aqui, estaria em um paraíso não descoberto por mim, e neste único dia descobri o quanto somos importantes para o mundo, e mais ainda o quanto ele é importante para nós.

Todas as destruições que se ocorrem são por motivos nossos, e ainda temos a coragem de culpar a inocente natureza, dizemos que ela está devolvendo ao ser humano o que demos a ela; Estamos errados, tudo que sobe desce, e é somente isso que está acontecendo, está descendo todo o mal que fizemos, as massas, as explosões, as sujeiras, as raivas. Natureza tem sentimento, o natural e ser normal, o normal e saber devolver da mesma forma que ganhou. Porque dá a menos se recebemos mais? Tudo é um ciclo, sem mim esse circulo funcionaria da mesma forma, todas as palavras seriam ditas, talvez de outras formas, ou com outros sons e sotaques, mas seriam ditas. Eu sou somente mais um grão de areia na imensidão do universo. Quanto tempo temos? Segundos. O ano do universo está no fim, e estamos nos últimos segundos, mas não se assuste, ainda existem anos nesses segundos. Mas já que, segundo o que se explica: Pau que nasce torto vive torto para toda a vida. Eu digo contrário, tudo depende da força de vontade, de abrir os olhos e pensar, existe segundos a frente, e eu faço parte do início do fim, farei mudança para que o fim seja melhor que o começo. 
Eu posso, você pode, nós podemos. 

Descobri que nas palavras de loucura que eu soltava saiam livros de razão. Descobri que os olhos não enxergavam tudo o que lhe era mostrado. Descobri que os ouvidos só ouviam o que queriam, e que todos os passos não dependiam da perna, e sim da preguiça. 

O pé esquerdo? Nem lembro o que é isto.

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